segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Anemia

    A anemia é um quadro clínico em que o indivíduo apresenta baixa concentração de hemoglobina no sangue, estando abaixo dos limites mínimos. A deficiência de ferro caracteriza a anemia ferropriva.
    No Brasil 50% da prevalência de anemia ocorre em crianças menores de 5 anos, sendo 24,1% crianças menores de 2 anos. Diversos estudos realizados no País apontam que a mediana da prevalência de anemia em crianças menores de cinco anos é de 50%, chegando a 52% naquelas que frequentavam escolas/creches e 60,2% nas que frequentavam Unidades Básicas de Saúde.

Os grupos de risco mais suscetíveis para a ocorrência da anemia são:

  
O ferro participa da síntese de células vermelhas do sangue (eritrócitos) e atua no transporte de oxigênio no organismo. Pode ser encontrado nos alimentos em duas formas:

  • Ferro heme:  




  • Ferro não heme:

Entre as estratégias para prevenção de carências de micronutrientes no Brasil, tem-se:
  • Promoção da alimentação adequada e saudável, estimulando o aumento do consumo de alimentos fontes de ferro.
  • Fortificação de farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólico.
  • Suplementação preventiva: Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF)          
(O  PNSF consiste na suplementação medicamentosa de ferro para crianças de 6  a 18 meses de idade, gestantes a partir da 20° semana e mulheres até o 3° mês pós-parto.)


Consequências da anemia ferropriva:
  • Comprometimento do sistema imune;
  • Aumento do risco de doenças e mortalidade perinatal para mães e recém-nascidos;
  • Aumento da mortalidade materna e infantil;
  • Diminuição da capacidade de aprendizagem em crianças escolares e menor produtividade em adultos;

Risco de parto prematuro:
  • Retardo do desenvolvimento mental, motor e emocional.

Fatores de risco à anemia:
  • Alimentação inadequada
  • Parasitoses
  • Ausência de aleitamento materno na primeira hora de vida.
Desse modo é relevante a prevenção e controle da anemia por deficiência de ferro, tendo por base a alimentação adequada e saudável, a fortificação de alimentos e a suplementação de ferro



Referência

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Dia nacional do combate ao colesterol!


       No Brasil, um dos maiores desafios, para saúde é o controle dos níveis elevados de colesterol já que as doenças cardiovasculares são as principais causas de mortes no mundo, vitimando mais de 17 milhões de pessoas por ano, número que deve crescer para quase 24 milhões até 2030, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O elevado nível de colesterol já é responsável por mais de 2,5 milhões de mortes no mundo. Já é senso comum a importância de se controlar o colesterol como uma relevante forma de reduzir os riscos de doenças do coração e ataques cardíacos.


     O dia nacional do combate ao colesterol é comemorado no dia 08 de agostoE ele recebeu um dia especialmente para ele, pelo simples fato de quando elevado ser considerado a principal causa de infarto agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral (derrame) isquêmico. Ou seja, por causa de duas doenças cerebrovasculares, que são consideradas as que mais matam no Brasil e no mundo.


            

     O colesterol é uma substância gordurosa produzida naturalmente pelo corpo humano, com a função de manter as células funcionando adequadamente. O colesterol “bom”, HDL, retira o excesso de colesterol das artérias, impede seu depósito e reduz a formação de placa de gordura. Porém, o chamado colesterol “ruim”, LDL, pode se depositar nas artérias e provocar o seu entupimento.

    É importante levar em consideração os seguintes fatores de risco para manter uma vida saudável, e principalmente quando se tem um colesterol alterado, para não agravar outras complicações, como por exemplo:

  •          Os alimentos mais pesados e ricos em gordura insaturada.
  •          O sedentarismo.
  •          Tabagismo e álcool.
  •          Obesidade e o fator emocional (estresse).



       Mas afinal, como reduzir o colesterol e se manter saudável?
Para evitar os itens citados acima, deve-se incluir no dia-a-dia:

  •    Atividade física regular (ao menos três vezes durante a semana). Pois ajuda a reduzir o colesterol ruim, o LDL. 
  •  Que se tenha uma boa alimentação, e para isso vai ser necessário reduzir a ingestão de gorduras, sal e açúcar, pois eles são considerados os principais fatores das doenças cardiovasculares, principalmente nos jovens. 
  •  Que se faça ao menos um exame para medir o nível de colesterol, por ano.  Pode-se iniciar essa caminhada a partir dos dez anos de idade, e se ter maior atenção a partir dos 30, ainda mais se tiver antecedentes da doença na família.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Semana Mundial da Amamentação 2016


A Semana Mundial do Aleitamento Materno é celebrada todos os anos do 1° ao 7° dia de agosto, com o objetivo de estimular a amamentação exclusiva até os seis meses e de forma complementar até os dois anos de idade, e como consequência melhorando a saúde das crianças.
Este ano o tema é: “Aleitamento Materno: Presente Saudável, Futuro Sustentável”, e tem como foco chamar a atenção dos países e das mídias para aumentar a  visibilidade da amamentação. Assim, algumas organizações estão elaborando e executando campanhas para incentivar o aleitamento materno.
Na perspectiva de que muitas mulheres não ficam confortáveis para amamentar em público devido à rejeição que surge com frequência quando o fazem, uma dessas campanhas, elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pretende que as as mães sintam o apoio social necessário para se sentirem à vontade ao amamentar quando solicitado pelo seu bebê onde quer que estejam, em casa ou em público.
Segundo a OMS, o leite materno é o mais seguro, adequado e propicia a melhor proteção para um bebê, pois contêm anticorpos que ajudam a proteger o recém-nascido de doenças comuns na infância. De acordo com a Unicef,  bebês que não recebem o leite materno têm probabilidade sete vezes maior de morrerem de infecções do que aqueles que foram amamentados, e na vida adulta aqueles que foram amamentados têm menor chance de desenvolver obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.
Os benefícios do aleitamento materno não são só para as crianças. De acordo com a OMS, mulheres que amamentam são menos propensas a desenvolver câncer de mama e ovário.
Desta forma, é extremamente necessário transmite uma mensagem clara e convincente às famílias, à comunidade e à sociedade de que o aleitamento materno é um processo natural que contribui para o desenvolvimento saudável do bebê, além de construir um vínculo entre mãe e filho. Assim, a amamentação deve ser entendido e aceito como um comportamento normativo da mulher moderna.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Construção de Horta Escolar em parceria com PET Geografia

As atividades do Programa de Educação Tutorial de Nutrição (PET NUT/UFG) visam a promoção da saúde e prevenção de doenças de seu público alvo. Ações de promoção da saúde são sustentadas muitas vezes em ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN).

A partir do Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para políticas públicas, a EAN é um campo de conhecimento e de prática contínua dentro do contexto do Direito Humano a Alimentação Adequada (DHAA) e Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), desenvolvido de forma transdisciplinar, intersetorial e multiprofissional, que visa promover  a prática autônoma e voluntária de hábitos alimentares saudáveis.

A partir da lógica e da perspectiva do Marco de Referência em EAN, o PET Nutrição se uniu ao PET Geografia/UFG para a efetivação de atividades de educação em saúde de crianças da Escola Municipal Professor Aristoclidis Teixeira, em Goiânia. A parceria surgiu a partir da união de dois projetos em comum de cada PET.

A horta caracteriza um espaço único de aprendizado e de oficinas educativas que somam no desenvolvimento e integração de grupos. A horta permite aos grupos PET NUT e PET GEO trabalhar aspectos nutricionais, pedologia, sazonalidade dos alimentos, origem dos alimentos, agroecologia, reciclagem, compostagem e manejo da terra. O objetivo da parceria é criar um laboratório vivo por meio da horta escolar, visando a EAN e a preservação ambiental para o desenvolvimento de capacidades e habilidades cognitivas nos alunos envolvidos, que permitam a conscientização individual e coletiva da importância da alimentação saudável e do uso consciente dos recursos naturais disponíveis.

Já aconteceram duas ações na Escola Municipal Professor Aristoclidis Teixeira, com a participação de uma média de 150 alunos, de 8 a 12 anos. Os alunos participaram de forma bastante ativa, cumprindo com as expectativas do grupo. Os canteiros da horta serão construídos em pneus reciclados e o próximo passo é o plantio.



Continuem acompanhando essa atividade aqui no Blog!





quarta-feira, 13 de julho de 2016

Dicas para evitar o consumo de Junk Food por crianças


Já ouviu falar em Junk Food?
Junk food é uma expressão do inglês que se refere aos alimentos com elevadas quantidades de calorias e baixo valor nutritivo, como salgadinhos de pacote, refrigerantes, pizzas, hambúrgueres e bolachas recheadas, dentre outros. De forma geral, são ricos em sal, açúcar e/ou gordura saturada e trans e pobres em vitaminas, minerais e/ou proteínas.  
Incluir esse tipo de alimento na alimentação do dia a dia pode resultar no consumo excessivo de calorias, favorecendo o surgimento de obesidade e outras doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e arteriosclerose. O marketing da junk food é popular e alcança diversos grupos da população, inclusive as crianças. É necessário disseminar informações acerca deste assunto, direcionando as escolhas dos pais ou responsáveis e das crianças para bons hábitos de vida, como a alimentação saudável, visto que a publicidade infantil é altamente influenciável nas escolhas alimentares das crianças. Para isto, é possível praticar algumas dicas que podem ajudar a promover uma melhor saúde:

  1. Cozinhar com as crianças e falar sobre a importância de comer alimentos saudáveis.
  2. Dar o exemplo às crianças através da própria alimentação de qualidade.
  3. Evitar que a criança fique exposta à publicidade de alimentos não saudáveis.
  4. Levar as crianças a conhecerem a origem dos alimentos.
  5. Conhecer o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde (Guia Alimentar para a População Brasileira).


Todos podem seguir esses passos!